Chegámos hoje ao último dia de campanha. Domingo, Paredes vai votar.
Como em qualquer acto eleitoral, o PSD empenhou-se em fazer a sua campanha. Fê-lo, começando por apresentar o seu programa eleitoral e a comissão de honra, a 6 de Setembro. Ou seja:
Ideias e Pessoas. É disto que a política é feita: Ideias e Pessoas!
Porque é isso que

realmente interessa aos eleitores: que ideias e políticas vão ser desenvolvidas nos próximos quatro anos e quem as vai executar.
Sobre as
ideias, dir-se-ia que o PSD seria o último partido a precisar apresentar um programa eleitoral. Paredes conhece bem o nosso programa e sabe qual é a política de Celso Ferreira. Mesmo assim, o candidato apresentou o seu programa e dispôs-se à crítica e ao debate e discussão.
Quanto às
pessoas, Paredes também conhece a equipa de Celso Ferreira. Uma equipa que funcionou durante quatro anos e que agora aparece reforçada. O nome de Cândido Barbosa e disso exemplo, trazendo para o executivo a experiência de um campeão, a garra de um lutador, mas também o arrojo como investidor na área da educação.
Quase não seria preciso fazer campanha, disseram alguns. Mas Celso Ferreira empenhou-se em percorrer os quatro cantos deste enorme concelho, falando com as pessoas e falando às pessoas. Defendendo o que sempre defendeu e prometendo lutar claramente pelas suas ideias.
Mas a política é sempre a arte da escolha. E em política, o momento da es

colha é o das eleições. Por isso, é inevitável percebermos quais são as alternativas. CDS, CDU e Bloco de Esquerda procuraram fazer também as suas campanhas. Mas não conseguiram ser alternativa de poder em Paredes. Não possuem hoje base eleitoral para ganhar a Câmara.
E o PS? Bem, do lado do PS, cabe ao eleitorado avaliar e comparar com aquilo que propõe o PSD.
Vejamos, quanto às ideias: o PS não tem programa eleitoral. Nunca o apresentou, não o colocou no seu site, não o imprimiu.
O PS não tem programa eleitoral, o que além de raro é bizarro. Não foi capaz, sequer, de escrever num papel, por simples que fosse, o que quer fazer e como vai fazer em Paredes. Como poderá ser poder quem não tem ideia de como vai exercê-lo, ou se tem, não quer dizer? Ainda assim, duas ideias da campanha do PS acabaram por passar: uma a ideia de que vai rasgar a Carta Educativa, elogiada pelo Governo e votada por Penedos na Câmara. Foi das poucas questões em que haveria hipótese de debate político. Mas no dia marcado e aceite por todos para debater perante os pais de Paredes numa iniciativa das Associações de Pais, Artur Penedos não deu a cara, fugiu ao debate…

com uma mentira!
A outra ideia do PS era o saneamento básico. Mas o azar bateu-lhe à porta. Em plena pré-campanha, o Governo aprovou finalmente a empresa que vai resolver os últimos problemas. Empresa criada por iniciativa da Câmara de Paredes. Azar do PS, sorte dos paredenses que verão, pela mão do PSD, resolvido um problema de gerações.
E o que mais tinha o PS de Penedos para apresentar? NADA! A não ser a ideia de que: “AGORA É A NOSSA VEZ”. Como se o poder autárquico fosse uma “gamela” – como lhe chamou Elisa Ferreira – onde, ora uns ora outros se vão alimentando.
Passemos às pessoas. Quem são as pessoas da lista do PS? À cabeça, Artur Penedos, residente no Porto, trabalha em Lisboa, não nasceu em Paredes. Fez parte da Assembleia Municipal onde faltava na maior parte das vezes.
Depois, seis não socialistas que tomaram de assalto o PS, expulsando muitos dos verdadeiros socialistas do partido. Não tomarão de assalto Paredes.
Para o PS, sem programa eleitoral e sem gente para sustentar ideias, a campanha só poderia vir a ser aquilo em que se transformou: numa sucessão de insultos, ilegalidades, desonestidades, mentiras, vitimizações e até ameaças. Sem capacidade para atacar Celso Ferreira, Artur Penedos passou todo o tempo a atacar um assessor de imprensa, difamando, ameaçando, acusando e mantendo na home-page do seu site um extenso artigo sobre o mesmo. Penedos nada tem a dizer sobre Paredes, sobre Celso Ferreira (o seu adversário) e não perde umas horas a escrever o seu programa eleitoral. Mas perdeu dias a atacar um profissional, apenas porque trabalha para o seu adversário político.
.
Domingo, vamos votar. Votaremos nas ideias e nas pessoas. As ideias do PSD em Paredes são claras, transparentes, assumidas e, garantidamente, não ouviremos Celso Ferreira dizer amanhã que estava distraído quando votou. Com humildade, saberá assumir o que não conseguiu fazer e aquilo que concretizou, mas não se esconderá trás de “esquecimentos” ou “desconhecimentos” em vésperas de eleições. E isso, tem de novo a ver com as pessoas. Quem são as pessoas que estão neste PS de Paredes, que não é socialista, m

as que se resume a esta simples frase refrão do “hino” da sua própria candidatura: AGORA É A NOSSA VEZ.
Paredes não é nenhum “albergue espanhol”, que possa acolher quem já não tem lugar nas listas de José Sócrates. Paredes é terra de gente digna, trabalhadora e sábia, que sabe distinguir ideias e pessoas.
É por isso que domingo não está apenas em causa votar no PSD para eleger um presidente social-democrata, com ideias e compromissos perante o eleitorado. O que está em causa domingo é votar por PAREDES e mostrar que aquilo que este ano aconteceu em campanha com a candidatura do PS, não se pode voltar a repetir.
Daqui a quatro anos, não vamos querer ler histórias de Paredes nos jornais nacionais porque Penedos “vendeu” a campanha a um ginásio de luxo do Porto, porque os seus candidatos compraram os jornais de Paredes para fazer campanha eleitoral ilegal, porque José Sócrates decidiu humilhar um seu ex-colaborador e deixá-lo “pendurado” à sua espera, duas vezes ou o distrata publicamente em almoços em Paços de Ferreira.
Paredes merece outro respeito e merece até um PS verdadeiro que possa, democraticamente, enfrentar o nosso PSD.
É também por isso que vamos votar no domingo.Este texto é da responsabilidade da equipa que geriu e construiu este blog durante a campanha em Paredes. Uma equipa que, ela própria, se foi envolvendo no projecto do PSD em Paredes e que hoje assina por baixo este texto, independentemente das diversas sensibilidades políticas.